Os aspectos radiofônicos são compostos por sons e palavras que dão asas a imaginação. O rádio Kaplún além de ter esses aspectos, possui o diferencial, que PE o âmbito do sentido. Essa heterogeneidade mistura teorias e sensações que torna o rádio um ótimo instrumento para professores e pesquisadores interessados no ato de comunicar com fins educativos. Nessa linha de pensamento, Kaplún tinha como objetivo questionar sobre a razão para educar, já que “a questão não é só do quanto podemos fazer, mas também de como podemos fazê-lo”, e para isso conciliava a prática e teoria, sempre se preocupando com o caráter educativo da função comunicativa e o seu caráter político. Além de estruturar seu trabalho na observação de preceitos, muitos deles desenvolvidos por Paulo Freire.
O rádio tem muito valor, principalmente numa sociedade que existem milhões de analfabetos. Dessa forma, ele reflete sobre uma pedagogia do rádio, tendo como premissa a inquietude educativa, lembrando que o papel do rádio deveria ir além dos programas, dos comerciais e das estatísticas sobre as audiências, priorizando também seu público e respeitando suas culturas. Logo que, a cultura é o que se serve para o homem, para comunidade e para sua própria construção humana e social. Apesar desse conceito, alguns pontos de vista sobre o mundo eram elaborados por membros da elite e não concordam com essa definição; e esse mesmo ponto de vista elitista, foi capaz de afirmar que o individuo se educa apenas durante os anos da infância e adolescência. Porem Kuplún defende a concepção de educação permanente, as pessoas se educam durante toda a vida.
Partindo desse pressuposto, usando a pedagogia radiofônica, Kaplún aponta três cominhos para a educação através do rádio: a que põe ênfase nos conteúdos (que é baseado no processo de educação formar – transmissão de conhecimentos ao educando, geralmente de forma autoritária e paternalista); a que ressalta os resultados (baseado na manipulação de atitudes de acordo com planos pré-determinados – usados bastante em formato publicitário.) e a que destaca os processos (baseado numa relação de educador e educando, que ao expor conteúdos em discussão, constrói um cidadão crítico de sua própria realidade.
Ademais, o autor propõe uma metodologia: A áudio aula, que valoriza o processo educativo, permitindo o desenvolvimento de sujeitos críticos. Essa proposta surgiu do desejo de integrar o aluno às novas mídias, e a escolha do rádio é porque sua penetração e credibilidade abrangem todas as faixas populacionais. O rádio tem como características a sensorialidade – dá vazão a imaginação e exerce relação emocional nos diálogos, a dinâmica – rapidez na produção de conteúdos, a visibilidade – permite audição das mensagens sem impedir a realização de outras atividades, o imediatismo, a instantaneidade e o baixo custo que transformam o rádio num veículo rápido, versátil e acessível, que permite estreita relação com a literatura e a criatividade. Além disso, o áudio é capaz de estimular as pessoas à leitura, pois o ouvinte – às vezes – busca as referencias dos conteúdos no texto impresso, o que garante perenidade da informação.
Para a execução dessa união entre o áudio e o material impresso, é necessário o publico escolar ter contato com a produção radiofônica. Ou seja, criar roteiros para suportes sonoros, confeccionar cenários através das trilhas de efeitos, buscar o texto impresso como referência ao conteúdo sonoro em questão, etc. E para a efetivação desse processo, é necessário criar peças sonoras de acordo cm o plano pedagógico da disciplina em questão; apresentar os conteúdos produzidos em sala de aula, discutindo os significados do áudio; preparar novos conteúdos a partir de divulgação dos itens básicos para sua construção, através da montagem do roteiro; gravação, edição e finalização da áudio-aula e audição da áudio-aula, avaliando a qualidade quanto à percepção da mensagem.
Essa experiência sonora a ser desenvolvida em classe torna a aula mais democrática, solidária e dinâmica. Pois, a prática da leitura de pequenos textos, contos ou poemas pro âmbito radiofônico extrapola o universo escolar, podendo ter como receptores não só a unidade escolar, mas sim as associações e grupos que fazem parte de uma comunidade. O projeto áudio, além de democratizar a comunicação, ajuda na familiarização do processo sonoro e gera sujeitos da história capazes de contar e divulgar conteúdos através das ondas do rádio.
O rádio tem muito valor, principalmente numa sociedade que existem milhões de analfabetos. Dessa forma, ele reflete sobre uma pedagogia do rádio, tendo como premissa a inquietude educativa, lembrando que o papel do rádio deveria ir além dos programas, dos comerciais e das estatísticas sobre as audiências, priorizando também seu público e respeitando suas culturas. Logo que, a cultura é o que se serve para o homem, para comunidade e para sua própria construção humana e social. Apesar desse conceito, alguns pontos de vista sobre o mundo eram elaborados por membros da elite e não concordam com essa definição; e esse mesmo ponto de vista elitista, foi capaz de afirmar que o individuo se educa apenas durante os anos da infância e adolescência. Porem Kuplún defende a concepção de educação permanente, as pessoas se educam durante toda a vida.
Partindo desse pressuposto, usando a pedagogia radiofônica, Kaplún aponta três cominhos para a educação através do rádio: a que põe ênfase nos conteúdos (que é baseado no processo de educação formar – transmissão de conhecimentos ao educando, geralmente de forma autoritária e paternalista); a que ressalta os resultados (baseado na manipulação de atitudes de acordo com planos pré-determinados – usados bastante em formato publicitário.) e a que destaca os processos (baseado numa relação de educador e educando, que ao expor conteúdos em discussão, constrói um cidadão crítico de sua própria realidade.
Ademais, o autor propõe uma metodologia: A áudio aula, que valoriza o processo educativo, permitindo o desenvolvimento de sujeitos críticos. Essa proposta surgiu do desejo de integrar o aluno às novas mídias, e a escolha do rádio é porque sua penetração e credibilidade abrangem todas as faixas populacionais. O rádio tem como características a sensorialidade – dá vazão a imaginação e exerce relação emocional nos diálogos, a dinâmica – rapidez na produção de conteúdos, a visibilidade – permite audição das mensagens sem impedir a realização de outras atividades, o imediatismo, a instantaneidade e o baixo custo que transformam o rádio num veículo rápido, versátil e acessível, que permite estreita relação com a literatura e a criatividade. Além disso, o áudio é capaz de estimular as pessoas à leitura, pois o ouvinte – às vezes – busca as referencias dos conteúdos no texto impresso, o que garante perenidade da informação.
Para a execução dessa união entre o áudio e o material impresso, é necessário o publico escolar ter contato com a produção radiofônica. Ou seja, criar roteiros para suportes sonoros, confeccionar cenários através das trilhas de efeitos, buscar o texto impresso como referência ao conteúdo sonoro em questão, etc. E para a efetivação desse processo, é necessário criar peças sonoras de acordo cm o plano pedagógico da disciplina em questão; apresentar os conteúdos produzidos em sala de aula, discutindo os significados do áudio; preparar novos conteúdos a partir de divulgação dos itens básicos para sua construção, através da montagem do roteiro; gravação, edição e finalização da áudio-aula e audição da áudio-aula, avaliando a qualidade quanto à percepção da mensagem.
Essa experiência sonora a ser desenvolvida em classe torna a aula mais democrática, solidária e dinâmica. Pois, a prática da leitura de pequenos textos, contos ou poemas pro âmbito radiofônico extrapola o universo escolar, podendo ter como receptores não só a unidade escolar, mas sim as associações e grupos que fazem parte de uma comunidade. O projeto áudio, além de democratizar a comunicação, ajuda na familiarização do processo sonoro e gera sujeitos da história capazes de contar e divulgar conteúdos através das ondas do rádio.
Leila dos Anjos

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